A LIGA ESTÁ DE FÉRIAS!
•Novembro 14, 2008 • Deixe um comentárioCAPÍTULO 5 – A DERROTA INEVITÁVEL
•Outubro 13, 2008 • 2 ComentáriosCAPÍTULO 5 – A DERROTA INEVITÁVEL
O monstro permanece parado. Um silêncio brutal.
Alguns instantes depois…
O caminhão sobre Superpassarim começa a se mover. O monstro prepara seu raio.
As chamas do caminhão desaparecem. Superpassarim ergue-o com uma mão.
Superpassarim: O plano é simples: atacá-lo de frente.
O caminhão entra em combustão instantânea ainda sobre a mão do herói.
Supersensei está de pé com os braços cruzados para se proteger. A caixa d’água está em sua frente, inerte.
Supersensei: Quem fez isso? Quem parou essa merda?
Supersensei sente algo estranho, uma energia passando pelo seu corpo.
Supersensei: Essa sensação…
Supersensei estende seu braço e um pequeno fragmento da caixa d’água vai até sua mão.
Supersensei: Incrível!
O monstro dispara seu raio.
Superpassarim envolve-se nas chamas, arremessa o caminhão carbonizado contra o golpe do oponente e corre. O caminhão se parte em pedaços. Superpassarim se prepara para lançar as chamas que o envolvem contra o inimigo.
Superpassarim: Sinta o meu poder, criatura estúpida!
Supersensei sorri ironicamente e ordena que a caixa d’água voe em direção ao monstro.
Supersensei: Vai!… Vai!… Vai!… Vai, caixa do caralho!
Não adianta.
Supersensei se concentra e investe novamente no ataque.
Supersensei: Vai!
A caixa se despedaça e voa para todos os lados.
Um pedaço voa até Superpassarim e o desloca antes de atacar o monstro, apagando suas chamas.
Outro pedaço atinge Cygnástico, quebrando o gelo que o envolve.
Ainda outro pedaço dispara contra o rosto do monstro.
Superpassarim: Estúpido, o que pensa que está fazendo?
Supersensei: Caralho, como eu sou forte!
Superpassarim: Mais burro do que forte. O monstro estava em minhas mãos.
Supersensei: É, mas agora ele está nas minhas.
Cygnástico fica estendido no chão.
O monstro contra-ataca pisoteando tudo que está por perto.
Supersensei: Eu fico com ele.
Superpassarim: Ele é meu.
Supersensei: Cê é surdo ou é bobo? Eu falei que pego ele primeiro.
Superpassarim: Faça como quiser, mas eu vou derrotá-lo.
Supersensei: Cagão imbecil metido a Jiraya. Isso que dá assistir Power Rangers na porra da TV globinho.
Superpassarim: Não assisto live-actions americanos, imbecil.
Supersensei: Ah, ta se mordendo por quê? Cê não gosta dos magrelos de colante?
Superpassarim: Fique quieto e deixe-me agir.
Supersensei: Ta com medinho?
Superpassarim: Você quer ser surrado antes do monstro?
Supersensei: Eu até quero, mas não têm alguém do meu tamanho aqui pra isso… Sacou? Alguém do meu tamanho, baixinho.
Superpassarim: Do que está falando? Você é praticamente uma lombriga fora do corpo. Você parece aquelas modeletes anorexas!
Supersensei: Cê ta pedindo pra apanhar!
Superpassarim: Sim, estou. Vai me bater, lombriga de uniforme?
Supersensei: Argh!
No momento em que eles efervescem a discussão, o monstro se aproxima de Cygnástico. Ele está fraco e pede ajuda.
Cygnástico: Socorro!
O monstro está prestes a esmagar Cygnástico com sua pata gigante…
Superpassarim, atento à situação, resolve ajudar.
Superpassarim: Fogo! Fogo! Preciso de fogo! Droga.
Ele olha para o chão na tentativa de achar algo que possa entrar em combustão facilmente, e seu pé começa a esquentar.
Superpassarim: Meu pé… Está queimando… Ah!
Do visor de Superpassarim surge um raio de calor de enorme intensidade. Enquanto ele se contorce de dor o raio ganha proporções conforme os movimentos de seu visor.
Acidentalmente ele atinge o monstro, evitando que Cygnástico seja pisoteado.
O monstro é repelido, mas Cygnástico ainda está muito próximo e corre perigo.
Supersensei: Uau! Parece que você ta queimando a rosca, Passarim. Sente só esse cheiro.
Supersensei usa sua ultra-velocidade e vai ao resgate do Cygnástico.
Supersensei: Eu te salvo, imbecil.
Supersensei leva Cygnástico para longe.
Cygnástico: Vai lá ajudar o Passarim, eu me recupero.
Supersensei: É claro, ou cê achou que eu ia ficar de babá?
Cygnástico: Valeu Supersensei. Agradece o Superpassarim também.
Supersensei: Supersensei é a puta que pariu de rodinha. E não vem com essa de “valeu”, mane, eu vou cobrar.
Supersensei volta para brigar com o monstro.
Superpassarim se recupera e tenta usar seu visor novamente.
Superpassarim: Só tenho que me concentrar. Se concentre na temperatura, Passarim.
Novamente o visor de Passarim começa a elevar sua temperatura.
Supersensei se aproxima.
Supersensei: Ta queimando a rosca de novo?
Superpassarim se mantêm concentrado.
O monstro se prepara para atacar…
Superpassarim: É agora… FOGO!
Ele é surpreendido pelo golpe de fogo.
O monstro é contido por alguns instantes, até que Superpassarim cessa o ataque.
Superpassarim percebe que de nada adiantou.
Superpassarim: Droga, ele é invulnerável. A derrota é inevitável.
Supersensei: É porque ele ainda não experimentou a minha força.
Supersensei saca sua arma e mira.
Supersensei: Se eu me concentrar nos objetos que quero mover enquanto atiro, ele poderá sentir o impacto.
Supersensei se concentra nas telhas de argila de uma fábrica, mas não funciona.
Supersensei: Por que não quer funcionar?
Então ele se concentra nas telhas zinco que cobrem outra fabrica. Elas vibram.
Supersensei: É isso. É o metal! Só posso controlar o metal.
Ele se concentra em outros objetos de metal, e todos vibram. Então o herói dispara e ordena que todos os objetos ataquem.
Supersensei: Atacar!
Superpassarim: Que absurdo, vai ser igualzinho à última vez.
O monstro é atingido por inúmeros objetos de metal, mas eles não atacam somente o monstro. O golpe de Supersensei se torna uma tempestade de metal que destrói tudo ao redor, atingindo até mesmo seus parceiros.
Superpassarim é atingido por várias vezes.
Cygnástico também é golpeado.
Superpassarim: Pára essa merda, seu asno!
Supersensei: Eu não consigo! Que merda é essa?
O monstro é constantemente atingido, mas isso não o imobiliza. Ele caminha em direção aos heróis tentando atacá-los. A criatura se arma para atacar mais uma vez com o raio.
Enquanto isso, Supersensei é atingido por um carro e cai. A tempestade termina, todos os objetos vão ao chão, mas o monstro continua oferecendo perigo.
Superpassarim pega o parceiro e corre. O monstro dispara o raio destruindo tudo em sua frente.
Fora de perigo, Supersensei se surpreende.
Supersensei: Caralho, um carro me acertou bem na fuça e eu nem sangrei.
Superpassarim: Obviamente que você não percebeu. Nós possuímos super-força, o que nos torna resistentes a golpes mais duros.
Supersensei: Saquei.
Superpassarim: Agora se levante. Não estou aqui para salvar criancinhas indefesas.
Supersensei: Ta me tirando, cara?
Superpassarim: Não, estou fazendo caricias no seu ego frustrado, energúmeno.
Supersensei: Sai fora, cara.
Superpassarim: Pare de ranhetas, eu preciso pensar num plano para derrubar aquela criatura.
Supersensei: Ah, deixa de ser mané. Seus planos nunca funcionam.
Superpassarim: Simplesmente porque vocês atrapalham.
O monstro se aproxima novamente.
Supersensei: Então pensa em alguma coisa bem rapidinho porque o bichão ta vindo aí.
Superpassarim procura por fogo.
Superpassarim: Distraia-o enquanto eu crio uma arma.
Supersensei: Ce ta folgando, hein.
Superpassarim: Está com medo? Então eu vou e você bola o plano.
Supersensei: Medo o caralho. Eu vou descer a lenha no dinossauro. Fique aí, seu nerd franguinho.
Superpassarim: Obedeça, logo.
Supersensei: Você não dá as ordens por aqui, seu cuzão.
Superpassarim: Pense como quiser você sempre será inferior.
Supersensei: Cê ta precisando de umas bordoadas, cara.
Superpassarim: E você precisa de um pouco de inteligência. Sua burrice é deprimente.
Supersensei: Véi, cê ta pedindo isso.
Superpassarim: Pedindo o que, covarde?
Distraídos, eles não percebem a presença do monstro que prepara mais uma rajada do seu raio. Ele está pronto e vai atirar.
Cygnástico se aproxima e chama pelos companheiros.
Cygnástico: Ocêis aí, seus banana! Cuidado!
Cygnástico ataca o monstro com uma seqüência de golpes, o monstro libera o raio, mas erra a mira.
Cygnástico: Agora tamo quite, camaradas.
Supersensei: Esse mane não vai ficar por cima, eu vou acabar com o monstro.
Supersensei corre até o monstro e ataca com vários golpes. Ele se afasta e atira com sua arma novamente. De nada adianta, o monstro o arremessa para longe com sua calda.
Supersensei cai próximo ao Superpassarim.
Supersensei: Você tem razão. A derrota é inevitável.
Superpassarim: Eu tenho que pensar em algo, mas confesso que não tenho ânimo. Ele é indestrutível.
Supersensei: Se pelo menos conseguíssemos controlar essas porras de poderes.
Superpassarim: Eu controlo os meus muito bem, você que é um burro e estraga tudo com seus ataques fenomenais.
Supersensei: Ta insinuando o que, boneco de biscuit do Romário?
Superpassarim: Eu, nada. Só estou dizendo que você é um fraco. Os fracos só atrapalham.
Supersensei: Ah, claro. E você fez muita coisa até agora. Esses planos furados, essas teorias atoas, até seu próprio pé você queimou.
Cygnástico não desiste. Ele combate o monstro com todas as forças. É atingido e cai.
Cygnástico: Não vou desistir, Godzilla. Não termino nada aqui antes de te ver esborrachado no chão.
Superpassarim percebe o que acontece.
Superpassarim: Aquele imbecil tem mais determinação que você. Só determinação, mas pelo menos têm mais que você.
Supersensei: Argh… Não vou ser humilhado por aquele mane.
Superpassarim: Hm… Eu também não posso me deixar levar por frustrações, muito menos ver um imbecil como aquele ali pensar que é mais forte que eu.
Cygnástico se levanta e ataca, mas é repelido outra vez. Ele cai sobre uma poça d’água.
Cygnástico: Eu vou levantar mil vezes se você não me matar, dinossauro dos infernos.
Cygnástico sente a água ficar gelada. Ele se levanta e se afasta dela.
Cygnástico: O que foi isso?
Ele coloca sua mão na poça e ela congela.
Cygnástico: Gelo. Por isso eu fiquei congelado àquela hora. Bacana, agora preciso usar isso contra o monstrengo.
Superpassarim e Supersensei se aproximam do monstro.
Superpassarim: Minha honra não será manchada por um réptil irracional.
Supersensei: Agora nós temos nomes a zelar, e não somos mais vítimas, somos homens poderosos.
Cygnástico se junta aos companheiros.
Cygnástico: Aí, moçada, chega de novela. Aqui não é a Maria do Bairro. Nós precisamos agir mais e falar menos.
Supersensei: Não é que dessa vez ele têm razão?
Superpassarim: Hmm… É…
Cygnástico dá um passo à frente.
Cygnástico: Vocês vão ficar aí olhando?
Supersensei: De maneira alguma. Vamos agir
Superpassarim: Agora a derrota é inevitável, mas para você, criatura medonha.
Cygnástico: Enfrente a Liga da Discórdia!
CAPÍTULO 4 – FORÇAS OCULTAS
•Outubro 1, 2008 • Deixe um comentárioEPISÓDIO 1
CAPÍTULO 4 – FORÇAS OCULTAS
Uma grande explosão é ouvida e uma nuvem de poeira se espalha. Ao fundo, ouve-se o grito do monstro.
Superpassarim: O imbecil…
Supersensei: Caralho!
Cygnástico aparece em meio à poeira.
Cygnástico: Consegui! Eu consegui! Me desviei do raio desse Godzilla trouxa! Que cavalinho de pau! Essa brazola é do caraio! Uhul!
Superpassarim: Como ele consegue?
Supersensei: Porra, é a terceira vez que o cara não morre hoje! É macumba?
O monstro fica perdido na poeira.
Cygnástico chega até os companheiros.
Superpassarim: Rápido, imbecil. Jogue tudo que trouxe em cima dos peixes.
Cygnástico: É pra já.
Superpassarim e Supersensei se afastam enquanto Cygnástico faz o serviço.
O monstro aparece e se aproxima do caminhão.
Supersensei: Aí, burrão! O monstro tá atrás de você! Se esconde!
O monstro ataca Cygnástico com uma mordida.
Cygnástico salta para trás do caminhão. O monstro abocanha o caminhão e o ergue até o alto, partindo-o em pedaços.
Cygnástico: Godzilla do inferno, quase me comeu vivo. Que corno desgracento.
O monstro utiliza o mesmo ataque, só que agora desfere suas forças contra Cygnástico, que está sem escudo.
Cygnástico: Vem pro pau, cuzão!
O monstro abocanha Cygnástico.
Superpassarim: Por que meu plano não funcionou? Não entendo.
Supersensei: Ele não escapa dessa… Confesso que to ficando com pena do infeliz.
O Monstro se ergue…
Superpassarim: Faça alguma coisa, sua lesma. Não o deixe engolir o pobre coitado.
Supersensei: Ta… Eu posso rezar.
Superpassarim: Pense em algo, Passarim, pense, ou você será o próximo.
Surpreendentemente, eles ouvem batidas repentinas na boca do monstro.
Cygnástico está movendo a mandíbula do monstro. Ele aparece entre os dentes do monstro e ergue-se firmemente.
Cygnástico: Vai se arrepender, Godzilla do inferno. Vou acabar com teus dentes.
Supersensei: A quarta vez? Como ele consegue? Chuta que é macumba!
Superpassarim: De onde ele tirou tamanha força? Será que… Não, é impossível.
Cygnástico aplica um upper na boca da criatura e salta para fora.
Cygnástico: Seu excomungado, agora eu que meto porrada aqui.
O monstro prepara seu raio mais uma vez.
Cygnástico: Ih, caralho. Fodeu!
Superpassarim: Que cheiro é esse? Parece uma espécie de combustível queimado.
Supersensei: Se eu fosse você, me preocuparia em brigar ou correr.
Supersensei se aproxima e chama a atenção.
Supersensei: Aí, gigante filho da puta! Pega alguém do seu tamanho.
Cygnástico: Se afasta banana, a briga é minha.
Cygnástico corre em direção ao meio das pernas do monstro.
Cygnástico: Vem me pegar, Godzilla fí duma puta!
O monstro dispara seu raio para frente enquanto Cygnástico passa por baixo de sua cauda.
Cygnástico: Acho que funcionou.
Alguma coisa pastosa cai da cauda do monstro e prende Cygnástico. Somente seus braços e sua cabeça ficam expostos.
Superpassarim: Caralho. Ele cagou no Cygnástico. Que monstro nojento.
Supersensei se levanta e enfrenta o monstro.
Supersensei: Vamo acerta umas contas aí, fio do capeta!
Superpassarim se aproxima de Supersensei.
Superpassarim: Temos que fazer alguma coisa juntos.
Supersensei: Tem algum plano?
Superpassarim: Precisamos de alguma arma grande e pontiaguda.
Cygnástico: Alguém me tira daqui!
Supersensei: Não. Cê é mais útil preso aí.
Superpassarim: É… As pernas. Vamos atacar as pernas.
Supersensei: E com o que?
Superpassarim: Cygnástico usou somente os punhos para escapar dele. Eu não acreditaria se não tivesse visto, mas acho que agora temos uma força física maior do que pensamos.
Supersensei: Hmm… Tem razão.
O monstro vai em direção aos dois heróis e novamente prepara seu raio.
Supersensei: Lá vem merda. Se prepara.
O monstro dispara o raio. Com uma enorme velocidade eles desviam da trajetória do ataque inimigo, mas são jogados ao chão pelo impacto do golpe no solo.
Cygnástico observa tudo de trás.
Cygnástico: Caralho. Como eles conseguiram? Eu nem vi eles se mexendo. E que monstro porco. Cagou de novo! Será que ele caga toda vez que dispara o raio?
O monstro captura Supersensei e Superpassarim com suas garras.
Superpassarim: Pense Passarim, pense!
Supersensei: Agora a gente se ferrou. Eu não consigo nem respirar!
A criatura esmaga os dois com sua força monstruosa.
Cygnástico: Alguém me tira daqui!
Superpassarim: Imbecíl, se livre dessa merda e nos ajude!
Cygnástico: Como eu vou fazer isso? Não consigo me mexer. Mas, peraí, o transmutador metamórfico deve ter alguma coisa pra me salvar. Hm…
Cygnástico se aproveita da liberdade dos braços e fuça no seu transmutador metamórfico.
Cygnástico: Que merda. Essa porra de menu ta todo em inglês. Aí, alguém aí sabe inglês?
Superpassarim: Cygnástico, sinceramente, vá para o inferno, seu imbecíl filho de uma mula manca! Saia daí e faça alguma coisa! Nós estamos morrendo! Arrrgh!
Cygnástico: Sss… Svordi… O que será isso? Bom, vou apertar o botão pra ver o que acontece.
Cygnástico vê uma espada ser materializada em sua mão direita.
Cygnástico: Que doido, uma espada!
A espada ganha um brilho forte e Cygnástico desmancha facilmente o monte de bosta que o prende.
Cygnástico: Agora sim, o Godzilla aí vai tomar uma surra.
Cygnástico parte para o ataque.
Cygnástico: To íno te pegar, seu monstro fí duma égua sarnenta e vermenta!
Cygnástico finca sua espada na pata do monstro e ele solta Superpassarim e Supersensei. O herói-mané continua o ataque com vários socos. O monstro sente os golpes e perde o equilíbrio.
Superpassarim: Impossível. Cygnástico dispõe de uma super-força. É sobre-humano.
Cygnástico: É minha vez, monstro estúpido. Nunca mais encosta um dedo nos meus amigos!
O monstro se recupera e ataca Cygnástico com sua pata. Cygnástico se salva num rápido movimento.
Superpassarim: Esse imbecil… Ele… Ele também pode correr tão rápido quanto eu. Está errado. Ele é um ser inferior.
Cygnástico recupera sua espada e ataca com vários golpes perfurando a pata do monstro.
Cygnástico: Toma, seu covardão!
O monstro dispara mais uma vez seu raio contra Cygnástico e ele se livra do golpe, mas é jogado para longe.
Superpassarim: Novamente o cheiro de combustível. Hmm… Ele cagou novamente. Serão os calmantes que estarão surtindo efeito? Não, não é possível. O cheiro não corresponde… A menos que ele tenha engolido combustível. Por via das dúvidas, vou verificar qual calmante o imbecil trouxe.
Supersensei se recupera e chama por Cygnástico.
Supersensei: Aí, imbecil, onde cê conseguiu a espada?
Cygnástico: Não sei, só apertei o botãozinho do transmutador metamórfico.
Supersensei: Será que também posso fazer isso?
O monstro se aproxima para um novo ataque.
Supersensei: Menu em inglês? Que esquisito… Hmm… Vejamos a opção de armas.
Supersensei aperta o botão de seu transmutador metamórfico e uma arma de fogo aparece em sua mão.
Supersensei: Que massa isso, veio. Agora sim, vou pegar esse bicho fedorento.
O monstro vai em direção aos heróis.
Supersensei aponta sua arma para o monstro e dispara. Uma rajada de balas de luz é lançada, obrigando o monstro a se afastar.
Cygnástico: Cara, que arma legal essa tua!
Supersensei: É, eu também gostei. Agora é minha vez de brincar de bicho papão.
Cygnástico: Vamo atacar de uma vez só.
Enquanto isso, Superpassarim verifica as embalagens das drogas trazidas por Cygnástico.
Superpassarim: Eu não acredito. Que animal estúpido. Que energúmeno. Não é calmante… Cygnástico, seu imbecil!
Cygnástico se vira para Superpassarim.
Cygnástico: Calmaí, nervozinho, to aqui tentano bater no Godzilla.
Superpassarim: Você arruninou meus plasnos! Você fez tudo ir por água abaixo! Não são calmantes, são laxantes! Por isso esse monstro tá cagando tão fedido assim!
Cygnástico: Caraio, foi mal aí, mas o Supersensei disse pra eu trazer tudo que eu encontrasse por lá e eu só encontrei isso.
Supersensei: Eu disse? Eu não disse nada. A culpa é sua. Eu nem sei do que você ta falando.
Cygnástico: Como não sabe seu cara-de-pau? Cê que pediu isso!
Supersensei: De jeito nenhum. Eu só perguntei se você tava bem e dei no pé.
Cygnástico: Mas que mentiroso… Cara, isso não…
Cygnástico é interrompido pelo rugido de raiva do monstro.
Cygnástico: Ai, merda. Lá vem ele.
Supersensei: Dessa vez não vou recuar, monstro.
O monstro ataca Supersensei com sua boca. Supersensei atira, mas o monstro não se intimida.
Supersensei: Socorro!
Supersensei ergue sua mão esquerda e o monstro fica paralisado.
Supersensei: Some daqui, fedorento!
O monstro começa a perder forças e recuar, mas seu raio dá sinais de defesa.
Supersensei: Ele vai atirar na minha cara! Socorro!
Cygnástico se opõe ao monstro e finca a espada em seu olho. O monstro desvia o disparo para o chão. Cygnástico e Supersensei são jogados para longe.
Superpassarim: Monstro, você é irritante. Se eles podem enfrentá-lo, eu também posso.
Superpassarim corre em direção ao monstro e tenta soca-lo, mas tudo que consegue é sentir dor em seu pulso.
Superpassarim: Não entendo. Eu… Eu…
O monstro revida o golpe com sua garra e joga Superpassarim para longe. Superpassarim se irrita.
Superpassarim: Seu monstro… Eu vou acabar com você.
O monstro abocanha um caminhão, que fica em chamas. Ele joga o caminhão sobre Superpassarim.
Cygnástico: Passarim!
Supersensei: Que monstro filho da puta. Nada o machuca. A pele parece aço.
Cygnástico se enfurece e parte pra cima do monstro. O monstro fura uma caixa d’agua e a arremessa contra Cygnástico. Ele desvia do objeto e se depara com a água, que o congela. A caixa d’água vai em direção ao Supersensei se arrastando no chão.
Toda a Liga está derrotada.
CAPÍTULO 3 – DISCUTINDO PLANOS E RELAÇÕES
•Setembro 20, 2008 • Deixe um comentárioEPISÓDIO 1
CAPÍTULO 3 – DISCUTINDO PLANOS E RELAÇÕES
A bomba se aproxima do solo.
Superpassarim: O problema exige raciocínio rápido. Só existe uma solução.
Supersensei: Correr!
Superpassarim: Exatamente.
Cygnástico observa a bomba enquanto toma a palavra.
Cygnástico: Esperem. Nós somos a Liga agora, precisamos fazer alguma coisa para… err, cadê vocês?
Cygnástico olha para o horizonte e não vê sinal de seus companheiros.
Cygnástico: Ai, merda!
A bomba chega ao solo e explode.
*Centro Industrial
Supersensei: Espera aí, Passarim!
Eles param de correr.
Superpassarim: Aqui parece ser o Centro Industrial.
Supersensei: É, mas como a gente veio parar aqui?
Superpassarim: Não sei ao certo, somente corri ao seu lado. Onde está o imbecil?
Supersensei: Cygnástico? Deve ter corrido para o outro lado. Ele não ia ser besta de ficar lá.
Superpassarim: Eu acredito que ele é estúpido o bastante para tamanha burrice.
Supersensei: Caralho. Ce ta certo. Ele é burro demais. Deve ter ficado bem no meio da explosão! E agora?
Superpassarim: A culpa não é nossa. Ele é um herói agora, ou quase, deve saber se cuidar em momentos de perigo.
Supersensei: Sei lá. O cara deve ta morto e a gente nem ta lamentando.
Superpassarim: Bom, para não sermos injustos, vamos procurá-lo.
Supersensei: É, vamo lá!
Superpassarim: Não. Lá é perigoso, não sabemos que arma era aquela. Provavelmente foi lançada para atacar o monstro. Não sabemos quais são as conseqüências de ficarmos expostos à sua explosão e seus vestígios.
Supersensei: Então, como a gente vai fazer, espertão? Ce vai esperar o monstro aparecer lá pra ver se ele morre?
Superpassarim: Obviamente que não. Não seja ingênuo, seu energúmeno. Eu sempre traço planos antes de agir.
Supersensei: Qual seu plano então, cabeçudo?
Superpassarim: Meu visor conseguiu ampliar minha visão no momento em que a aeronave lançava a bomba, só por isso pude avisá-los antecipadamente. Vou tentar usar esse recurso novamente e observar a área de impacto.
Supersensei: Saquei. Legal essa merdinha de visor aí, hein.
Superpassarim: Só basta saber como funciona.
Supersensei: Aperta qualquer botão aí, mala. É assim que toda tecnologia funciona. Que cara burro.
Superpassarim: Seu débil mental. Não utilizei nenhum botão da primeira vez, obviamente não precisarei utilizar agora. Vejamos… Talvez, se eu me concentrar e focar um único ponto… Isso… Estou conseguindo… Hmm… Aproximando mais… É… A notícia é desagradável. Só consigo visualizar fumaça. Não há sinal de vida nem movimento algum.
Supersensei: Então o cara se fodeu mesmo.
Superpassarim: Ele pode estar desacordado. Mas, para ser sincero, prefiro que ele não esteja aqui, assim posso pensar sobre a situação e traçar um plano.
Supersensei: Com isso eu concordo. Ele fala demais e só atrapalha.
Superpassarim: Devemos seguir a lógica do ataque.
Supersensei: Lógica? Desencana! Aquele monstro precisa é ser explodido com algum canhão ou alguma coisa assim.
Superpassarim: Errado. Devemos, primeiramente, conhecer nosso inimigo. Saber do que é capaz e como pensa.
Supersensei: Saquei. Beleza. Monstro, muito prazer, sou o Ken. Agora já te conheço. Desencana, cara. Sabemos que é um monstro e ponto final.
Superpassarim: Se é um monstro, deve ser irracional, deve agir com um animal selvagem. Isso nos leva à segunda parte.
Supersensei: E qual é a babaquice parte dois?
Superpassarim: Qual é o objetivo do monstro?
Supersensei: Sei lá. Comer?
Superpassarim: Sim, provavelmente ele está demarcando território, como todo animal selvagem faz, logo irá buscar comida e se reproduzir no seu território.
Supersensei: Ta assistindo “Planeta Terra” todo domingo, né?!
Superpassarim: Não, vi isso em um super sentai no qual os integrantes eram rangers e se transformavam em guardiões animais selvagens.
Supersensei: Puta que pariu, que coisa nerd.
Superpassarim: O que você faz da vida?
Supersensei: Sou desenvolvedor de componentes e softwares para inteligência artificial.
Superpassarim: Estupidamente nerd essa sua vidinha, não?!
Supersensei: Não tanto quanto a sua. Eu gosto de games, não de super sentai. Um monte de viadinho com colante e máscara de Zorro ano 2010. Que ridículo, cara.
Superpassarim: E criar robôs que conversam é algo muito social. Aposto que você programa suas namoradas virtuais no seu trabalho.
Supersensei: Ta me chamando de tarado virtual, palhaço? Se enxerga, véio. Vai arranjar uma mulher.
Superpassarim: Terei uma mulher, ou quantas eu quiser, assim que meus ideais se realizarem.
Supersensei: Que merda de discurso é esse? Ce é nerd e pronto.
Superpassarim: Sim, sou, mas não sou burro suficiente para ficar debaixo de uma bomba como seu amiguinho. É uma burrice divida em dois amigos.
Supersensei: Meu amiguinho? Seu amiguinho!
Superpassarim: Vocês que me atrapalharam. Eu estaria muito bem se vocês não aparecessem com aquela criança boba no meio do meu plano.
Supersensei: Grande plano ficar parado esperando chover. Vai tomar no seu cu, cara.
Superpassarim: Não vou mais discutir com alguém desagradável e tolo.
Supersensei: Ótimo, então vai pegar o monstro sozinho, já que você é fodão.
Superpassarim: Na verdade, já pensei em como fazer.
Supersensei: Ah, é?! Então você vai matar o monstro como, babaca?
Superpassarim: Descobrindo qual é a fraqueza dele.
Supersensei: E qual é?
Superpassarim: Aquela fumaça me deu uma grande idéia. Vou fazer o monstro adormecer. Ele é grande, mas não acredito que possa resistir a uma boa dose de calmante.
Supersensei: E onde você vai achar calmante para monstro, besta?
Superpassarim: Você vai achar. Eu vou até o frigorífico apanhar carne. Esteja aqui em duas horas.
Supersensei: Beleza, vou até o centro da cidade ver se acho em alguma farmácia abandonada. Lá deve ter remédio para monstro.
Superpassarim: Calmantes são calmantes, imbecil. Eles só ficam mais fortes conforme a dosagem, portanto traga tudo que achar. E não falhe.
Supersensei: Eu digo o mesmo. Vê se não apanha da carne enquanto carrega ela, nerd.
Superpassarim: Não estrague meus planos novamente, acéfalo.
Supersensei: Vaza logo, nerd. Vai caçar trabalho.
Superpassarim: Hmm… Tarado virtual viciadinho em joguinho.
Eles se separam e vão em busca dos requisitos para colocar o plano em prática.
Supersensei caminha em direção ao centro comercial e percebe que a fumaça causada pela explosão está desaparecendo.
Supersensei: Acho que já posso seguir esse caminho. Além do mais, posso acabar encontrando aquele babaca no percurso. Mas ainda não saquei o que o nerdzinho foi fazer no frigorífico. Cara estranho… Onde eu fui me enfiar?! Que caralho.
Supersensei usa uma moto abandonada e segue.
*Centro Comercial
Supersensei: Caralho! Que fumaceira. Ta pior que show do merda do D2.
Supersensei cruza a névoa causada pela bomba com a moto, passando pelo engarrafamento de carros abandonados nas avenidas, então relembra o local onde caíram no esgoto.
Supersensei: Hmm… Foi por aqui que passamos na primeira vez. O lerdo deve ta por perto.
De repente, é surpreendido por um volume que ele atropela com a moto e se esborracha no chão xingando.
Supersensei: Que desgraça! Vai tomar no cu! O que tinha nessa porra dessa rua de merda? Quase amasso meu nariz no asfalto.
Ele observa o que poderia ser a causa do acidente e é surpreendido por um corpo imóvel.
Supersensei: Merda! É o imbecil! Tinha que ser, até morto ele atrapalha… Vai tomar no cu, hein.
Supersensei se aproxima.
Supersensei: Ô, babaca. Acorda aí. Deixa de fingir de morto.
Cygnástico começa a recobrar a consciência.
Cygnástico: Não pára não, moça. Pensa num sorvete e manda ver… Hmmm. Mais pra direita, vai.
Supersensei dá um tapa na orelha de Cygnástico
Supersensei: Acorda, imbecil! Não é hora de sonhar com puta de esquina, seu jumento no cio.
Cygnástico reage.
Cygnástico: Ai, minha cabeça. Onde eu tô?
Supersensei: No mesmo lugar de antes, bicho burro. Explica aí o que aconteceu.
Cygnástico: Eu não lembro, só sei que tava sozinho aqui e a bomba veio caindo, caindo, caindo e… Cabum… Já era, apaguei.
Supersensei: Caralho! A bomba caiu na sua cabeça e não aconteceu nada? Véio, ce é cabeça dura mesmo, hein.
Cygnástico: Ce acha? Tinha uma puta que vivia dizendo isso pra mim também.
Supersensei: Vai tomar no seu cu.
Cynástico: O que será essa fumaceira?
Supersensei: Hmm… Têm muitos carros por perto, logo ali tem um posto de gasolina, havia muito fogo quando a gente saiu do buraco. Provavelmente o exército enviou um avião com essa bomba e ela carregava esse pó aí. Parece aquelas químicas para extinguir fogo em florestas. Bom, deve ser isso. Como apagar o fogo por terra era arriscado demais com o monstro à solta, vieram pelo ar.
Cygnástico: E porque usaram a bomba? E bem em cima de mim? Que caralho!
Supersensei: Vai tomar no seu cu.
Cygnástico: Por que?
Supersensei: Porque cê é inconveniente.
Cygnástico: Cara, ce é mó estressado, hein… Credo.
Supersensei: E cê é um trouxa. Vai tomar no seu de novo.
Cygnástico: Por que cê só me manda tomar no cu?
Supersensei: Porque eu acho legal.
Cygnástico: Legal?
Supersensei: E já é força do hábito… E cê merece também.
Cygnástico: Cara, vai tomar calmante!
Supersensei: Porra! Ainda bem que cê me lembrou. Eu tava esquecendo dos calmantes do baixinho nerd.
Cygnástico: Quem é baixinho nerd?
Supersensei: Sua vó de cueca, otário.
Cygnástico: Minha vó não usa cueca.
Supersensei: To falando do Passarim.
Cygnástico: Ah ta, mas ele toma calmante?
Supersensei: Cara, na boa, vai tomar no seu cu mais uma vez, mas não toma de leve não, toma bem tomado.
Cygnástico: Não to entendendo porra nenhuma, Supersensei.
Supersensei: Supersensei é a puta que te pariu de perna aberta, babaca. E não é pra entender mesmo. Aliás, como você é trouxa… É… Você vai buscar os calmantes.
Cygnástico: Que calmantes?
Supersensei: Faz o seguinte. Acha algum veículo aí e pega todos os remédios que cê achar nas farmácias abandonadas aqui por perto. Ce consegue fazer isso ou é muito difícil pra sua cabeçona oca?
Cygnástico: É lógico que consigo.
Supersensei: Ótimo. Depois disso você me encontra lá no centro industrial, em frente à fábrica de barbantes.
Cygnástico: Ta certo. Só isso?
Supersensei: Só. To com medo de você fazer tudo errado.
Cygnástico: Eu sou esperto, cara. Pode deixar que cuido disso num instante.
Supersensei: Então some daqui e vai fazer sua obrigação.
Supersensei segue de volta com a moto enquanto Cygnástico procura farmácias.
*Centro Industrial
Algum tempo depois…
Superpassarim está aguardando Supersensei. Ele prepara um caminhão lotado de peixe em sua carroceria.
Superpassarim: Onde estará aquele acéfalo?
Supersensei se aproxima de moto e retruca.
Supersensei: Acéfalo é o cavalo que comeu tua mãe, otário!
Superpassarim: Que palavras pobres. É lastimável o comportamento desse burro.
Superpassarim percebe que Supersensei está de mãos vazias.
Superpassarim: Cadê os calmantes, seu asno?
Supersensei: Relaxa, o imbecil ta trazendo.
Superpassarim: Ele está vivo?
Supersensei: Não, ta morto, só vai ficar de pé mais cinco minutos pra chutar tua bunda e depois bater as botas… É claro que ele ta vivo, bananão.
Tremores no chão chamam a atenção dos dois.
Supersensei: Merda. Lá vem o coisa ruim.
Superpassarim: Não se afobe. Devemos pensar calmamente.
Supersensei: Véio, vai tomar no teu cu!
Superpassarim usa seu visor para aproximar a visão. Ele enxerga um carro velho sendo dirigido por Cygnástico, que é perseguido pelo monstro.
Superpassarim: Droga. Você tinha que achar aquele imbecil?
Cygnástico e o monstro se aproximam.
O monstro abre a sua boca e prepara mais um disparo do seu poderoso raio.
Cygnástico: Anotem a placa do caminhão!
Superpassarim: Ele não vai sobreviver. Precisamos fazer alguma coisa rapidamente.
O monstro dispara o raio.
CAPÍTULO 2 – A REVELAÇÃO
•Setembro 15, 2008 • Deixe um comentárioEPISÓDIO 1
OS DEFENSORES DA PAZ PELA DISCÓRDIA
CAPÍTULO 2 – A REVELAÇÃO
O monstro continua sua caminhada de destruição. Nada se mexe além dele, as ruas da cidade estão completamente desertas. A criatura se afasta do buraco no chão, então uma voz grita: MINHA BUNDA TÁ DOENDO!
*Esgoto
Valentino: Garotinha, você está bem?
A menina sorri e caminha pelo esgoto.
Ken: Que cheiro de merda! Ta embrulhando meu estômago.
Valentino: Pelo menos tua bunda não ta doendo.
Passarim: Aqui deve ser o esgoto.
Ken: A igreja matriz que não ia ser.
Valentino: Ia preferir que minha bunda tivesse doendo lá no banco da igreja.
Passarim: Pare de reclamar da sua bunda.
Ken: Concordo com o… Qual seu nome aí?
Valentino: Eu?
Ken: Você não, imbecil. O baixinho ali.
Passarim: Sou Passarim… Louis Karl Pa… Ahn… Doutor… Passarim… Engenheiro mecatrônico. Vocês devem me conhecer de alguma revista sobre o assunto.
Valentino: Não conheço, não. Mas aí, é por isso que cê se mexe igual robô?
Passarim: Igual robô? Você é algum débil mental?
Ken: Aí, concordo com o Passarim de novo. O cara aí é mó débil.
Passarim: Você parece mais inteligente. Não terei problemas em me comunicar com você. Qual seu nome?
Ken: Eu sou o Ken. Nome de macho… Ao contrário do seu, que se juntar vira Loka. Que coisa de traveco. Você faz programa?
Passarim: Como se atreve?
Valentino: Passarim, cê não vai acreditar como eu encontrei esse cara. Ele tava numa loja de games e…
Valentino é interrompido por Ken.
Ken: Cala boca, palhaço. Ninguém pediu pra você contar nada.
Passarim: Realmente, não estou interessado em histórias inúteis.
Valentino: Que saco. Não se pode nem conversar um pouquinho que cêis ficam de “nhenhenhe”…
Ken: Fica na sua, mané.
Passarim observa a criança andando pelo esgoto e fica curioso.
Passarim: A criança é sua filha?
Ken: Ta falando comigo?
Passarim: Não, com o inútil ali.
Valentino: Qual é chulé? Eu tenho nome, é Valentino!
Ken: Puta que pariu. Sua mãe já te odiava no dia de batismo? Que nomezinho…
Passarim: A criança é sua filha ou não?
Valentino: Não. Encontrei-a sozinha no meio da cidade enquanto aquela coisa passeava nas ruas. Tive que trazê-la para não virar a comida dele. Coitadinha… o que vai ser dela?
Uma luz forte confunde as vistas dos três e uma voz alta exclama: Ela ficará bem!
Ken: Que merda! O que ta acontecendo?
Valentino: Apaguem a luz!
Passarim: Não posso enxergar.
Voz desconhecida: Prestem atenção. Vocês não estão aqui por acaso. Todos deveriam estar mortos depois do ataque daquele monstro. Foi um ataque mortal, mas eu salvei todos.
Valentino: É verdade. Aquele raio… Aquele raio lá…
Valentino é interrompido pela voz desconhecida.
Voz desconhecida: Cale-se, Valentino. Eu vos falo agora. E tenho algo importante a informar. Vocês três, em meio a todas as pessoas da cidade, foram os salvadores dessa inocente criança, e por tal ato de bravura, nobreza e força os escolhi. Eu lhes darei o poder e o dever de proteger o mundo que habitam os seres humanos e a natureza que lhes acolhe. Vocês deverão proteger a vida e a paz a partir desse momento. Aconteça o que acontecer, acreditem no poder que lhes reservo agora. Ele pode ser insuperável se usado para fins que lhes determino. Vocês serão uma liga de protetores e nada deverão temer. Usem as armas que aqui lhes concedo, os transmutadores metamórficos.
Uma espécie de relógio aparece no pulso de cada um dos três.
Valentino: Que massa, cara! Ganhei um relógio novo!
Voz desconhecida: Cale-se, Valentino. Você faz qualquer um perder a paciência, imbecil.
Valentino: Foi mal, aí… magoei.
Voz desconhecida: Cale-se! Droga! Oras… Que… Argg… que pessoa irritante! Enfim, prosseguindo com o importante. Esses aparelhos serão suas armas principais que absorverão suas forças interiores ocultas. Eles têm o poder de concentrar essas forças e expô-las. Seus poderes são então pessoais, de acordo com seus perfis psicológicos, e nada poderá derrotá-los enquanto os usarem de forma adequada. Mas atenção. Vocês devem aprender a manipular essas forças e usa-las a favor da paz.
Passarim: Quem é você? Não posso acreditar em uma voz atoa. Não faz sentido para mim.
Voz desconhecida: Quieto, ser inferior. Você não passa de um humano fraco diante do que sou. Obedeça as minhas ordens ou você não terá mais um planeta no qual habitar.
Ken: Véi, na boa. Do que cê ta falando?
Voz desconhecida: Oh, meu Deus! Porque os três? Não poderia ser o Batman ou o Homem de Ferro? (piada infame, acho que não colou :P)
Eu vou embora! Não suporto mais vocês. Se virem! O planeta é de vocês mesmo. Adeus!
A menina vai em direção à luz e desaparece. A luz se apaga.
Valentino: Cara, que loucura. Então eu sou um super-herói agora? Que massa!
Ken: Cê irritou tanto o cara que ele deixou a gente por fora de tudo. A culpa é sua, imbecil.
Passarim: Concordo. Ele é um ser irritante e inútil.
Valentino se distrai olhando seu transmutador.
Valentino: O que acontece se eu apertar o botão azul?
Valentino aperta um dos botões do transmutador metamórfico e é coberto por um flash de luz que revela sua nova identidade. Seus trajes mudam como o colante de um herói boiola qualquer.
Valentino: Caramba! To me sentindo como o Rambo! Que doido!
Passarim: Aperte o seu botão também, Ken.
Ken: Que absurdo! Ele virou um herói uniformizado de merda.
Ken e Passarim apertam seus botões e o mesmo acontece.
Ken: Olha só. Gostei disso. To me sentindo forte.
Passarim: Gostei. É confortável. Não está apertando minhas cochas como minha calça jeans velha.
Valentino: Até minha dor na bunda passou. Só acho que a gente tem que inventar um nome pro grupo, saca? Pra meter medo nos bandidos quando eles ouvirem e tal.
Passarim: Por mim, fica Liga da Discórdia. Não gosto de você mesmo.
Ken: Puta, cara! Na mosca. Eu concordo, afinal, não gosto dele também. Liga da Discórdia!
Valentino: Que merda! Liga da Discórdia só porque não gostam de mim. Isso não vai assustar nem a tartaruga de estimação da vizinha da minha tia que mora lá em Brodowski.
Ken: Grande merda. Ninguém pediu sua opinião.
Passarim: É verdade.
Valentino: Saco… Hmm… Mas aí, acho que a gente tinha que ter umas identidades diferentes também. Não cai bem me apresentar como Valentino Covardel pros bandidos.
Passarim: Concordo. Um nome ridículo assim só faria piada com a Liga. Mude essa merda.
Valentino: Serei o Cygnástico daqui pra frente!
Ken: Cygnástico? De onde tirou?
Valentino: Minha avó tinha um galo no quintal que ela chama de Siriema, mas eu não conseguia falar direito, falava “Siguiema”. Ele era um galo bravo, batia até no gato da minha tia. Quero ser forte como ele.
Ken: Que burrice, e o resto do nome? Não entendi.
Valentino: Bom, é só misturar Siguiema com fantástico. Cygnástico! Há!
Ken: Caralho. Isso aí não pode ser meu ajudante de heroísmo.
Passarim: Deixe-o, Ken. É um inútil.
Valentino: E você, Passarim, use um codinome também.
Passarim: Meu nome já é importante. Só devo acrescentar algo que o engrandeça.
Valentino: Superpassarim?
Passarim: É, pode ser. Não dou importância para isso.
Ken: Que babaquice inventar codinome. Tinha que ser coisa desse imbecil.
Passarim: E o Ken? Qual nome poderia ter?
Valentino: Super…
Passarim: Sensei? Ele tem olhos igual de japa ceguinho com hemorróidas.
Ken: Vai se foder, cara!
Valentino: Legal. Super Sensei. Gostei
Ken: Vai tomar no seu cu, filho da puta!
Passarim: Quieto, Super Sensei. Preciso raciocinar sobre a situação.
Ken: Ah, seu merda. Vai colocar apelido na mãe.
Valentino: Olhem. Parece que ta tudo bem lá fora. Já podemos sair.
Passarim: Sim.
Eles saem do esgoto. Tudo está calmo e silencioso.
Ken: Parece que ta tudo bem.
Uma aeronave corta os céus da cidade e chama a atenção da Liga.
Passarim: O que é aquilo caindo?
O visor na máscara do Super Passarim aplica um zoom na sua visão e ele pode ver claramente o que está caindo.
Passarim: Tenham cuidado. É uma bomba.
Ken: Bomba?
Valentino: Fodeu! E eu nem paguei a funerária!
CAPÍTULO 1 – O ATAQUE DO MONSTRO FEROZ
•Setembro 6, 2008 • 1 ComentárioAí, moçada! Finalmente, o post com o fabuloso roteiro da Liga (não é piada) tá aí.
Funciona assim:
O roteiro se divide em episódios, que são mesclados por capítulos. Hoje tamo postando o primeiro e fodão capítulo do episódio. É um capítulo legal, cheio de inocência e… e… sei lá. Leiam!!! Caraio!!!
Valeu!
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EPISÓDIO 1
OS DEFENSORES DA PAZ PELA DISCÓRDIA
CAPÍTULO 1 – O ATAQUE DO MONSTRO FEROZ
*Cidade de Potatópolis – Centro Industrial
Trabalhadores sentem estranhos tremores de terra. Confusos, ficam amedrontados.
Um forte barulho de explosão é ouvido, acompanhado de um grito assombroso.
Todos correm assustados.
*Centro Comercial
Mais um dia no agitado cotidiano dos habitantes da cidade.
Um sorveteiro é surpreendido pelo informe de plantão que é exibido em um aparelho de televisão na vitrine de uma loja:
“Um estranho fato está causando transtorno entre autoridades da cidade. Várias indústrias foram destruídas hoje. Há relatos de pessoas presentes no momento do fato que alegam terem sido atacadas por um monstro gigante. O exército não confirma os boatos da criatura, mas está evacuando todo o perímetro urbano sob ameaça de uma contaminação radioativa…”
Valentino: Mas que notícia maluca. To nem aí, preciso vender meus picolés.
Algumas horas depois…
Caos na cidade. Todos tentam fugir com muita pressa, causando engarrafamentos por todas as principais avenidas e rodovias. A população teme o ataque do monstro e a radiação informada pelo exército. O sorveteiro também decide ir embora enquanto todos falam sobre o ataque da criatura no centro industrial.
Valentino: Monstro? Que monstro? O povo tá assistindo muito filme japonês! Vou embora para não perder meus picolés.
Tremores de terra são sentidos e todos se apavoram. Um grito monstruoso é ecoado pelas ruas. Entre os edifícios surge uma criatura gigante. Todos fogem. O monstro destrói vários edifícios com suas garras e cauda.
O sorveteiro consegue ver uma parte do monstro entre os edifícios.
Valentino: Caralho, Valentino! Você não passa de um sorveteiro alucinado ou aquilo lá é um dinossauro gigante igual de filme japonês. Cê ta na merda, Valentino! Cê ta na merda!
Valentino percebe que ninguém mais está presente devido ao pavor criado pelo monstro, mas fica surpreso ao reparar que ainda há uma criança ali.
Valentino: Saí daí, menina! Deixa de ser tonta e vai atrás da sua família.
O monstro caminha em direção a eles.
Valentino: Mas que merda! Ele vai matar a gente!
Valentino a toma em seus braços e foge desesperado do monstro.
Ele entra numa loja de games tentando se esconder.
Lá dentro está parado um rapaz com uma espécie de fones de ouvido e óculos, com um console nas mãos.
Ken: Esse jogo é muito massa, véi. Agora vou usar a mega magia que tanto esperava.
Valentino: Quem é esse besta?
Valentino tira os óculos dele.
Valentino: Ce bate bem da idéia?
Ken: Seu filho da puta! Agora que eu ia usar minha melhor magia! Vai toma no seu cu.
Valentino: Cara, você é algum suicida? Com aquele monstro lá fora você fica aqui com joguinho?
Ken: Que monstro, otário? Você me atrapalhou. Vai tomar no seu cu.
Valentino: Ah, então se vira aí com seu joguinho enquanto eu dou no pé.
Novos tremores são sentidos.
Ken: O que que é isso, véi?
Valentino: O monstro, uai!
Ken: Caraio. Pensei que fosse o novo console que vibra que tava fazendo isso enquanto eu jogava… Mas… Peraí, aquela babaquice de monstro na tv, era verdade?
Valentino: Era, caraio!
Ken: Que caralho. Me liberaram mais cedo do trampo por causa disso, mas pensei que fosse mó agitação. É… Mas se o monstro ta aí, quer dizer que eu to fodido! Caralho! Me tira daqui! Merda!
Valentino: Calma, cara. O monstro não vai ver a gente aqui.
O monstro se aproxima e a criança começa a chorar.
Ken: Faz ela parar de chorar, imbecil, senão tamo fodido.
Valentino: É? Ta fácil. Faz ela parar aí!
De repente, o monstro destrói parte do telhado da loja.
Ken: Merda! Corre! Corre!
Eles correm pelas ruas e o monstro os persegue.
De repente, se deparam com um rapaz imóvel no meio de uma avenida.
Valentino: Ce não vai fugir, cara?
O rapaz não responde.
Ken: Deixa esse babaca aí. Eu to vazando.
Passarim: A lógica diz que não devo acompanhá-los.
Valentino: Lógica? Qual lógica? Cê é maluco.
Passari: Sou sensato. A lógica me elucida. O monstro persegue vítimas ou comida, ou seja, presas, coisas que se movimentam. Sou pequeno demais para que ele possa me farejar ou enxergar. Se permanecer parado não farei parte da grande massa que ele persegue. Tecnicamente é isso.
Valentino: É, mas essa tua teoria besta não vai funcionar com o monstrengo aí, não.
Ken: Vou correr. Vocês fiquem e se fodam.
Ken corre sem esperá-los. O monstro se aproxima e eles acompanham Ken.
Valentino: Viu? Eu avisei que isso não ia funcionar!
Passarim: Vocês e essa criança não estavam em meus planos. Tecnicamente ele era perfeito.
Ken: Parem de falar merda, seus otários. Eu não quero ser comido!
A criança começa a chorar. O monstro se aproxima cada vez mais.
Valentino: Ele ta atrás da gente!
Passarim: Impossível, somos irrelevantes para ele.
Ken: Cala a boca!
O monstro dispara um raio de sua boca em direção a eles. Somente um buraco no chão pode ser visto. Parecem estar mortos.
Sorria!
•Setembro 3, 2008 • 4 ComentáriosTrês jovens ganham habilidades jamais experimentadas por qualquer ser humano e encontram no empolgante desafio de extrair dessas habilidades o poder para lutar contra ameaças que aterrorizam a paz das pessoas em todo o mundo.
Como se os seres humanos fossem pacíficos… Huahuahuahuahuahua
(sim, foi uma piada e não importa se teve graça, porque esse é o primeiro post vagabundo que vocês lerão).
Ta bom, vamos falar sério, agora… Ahahn… Lá vamos nós!
Criada em meados de 2003, a Liga da Discórdia foi idealizada pelos fundadores do anime-world, um irc canal, como uma sátira sobre super-heróis e seus valores dentro da sociedade em que vivemos. Aqui será contada a estória de três jovens que, por acaso, ganham poderes sobre-humanos, tendo que se proteger de inimigos e se aventurar numa ousada busca pelo universo que seus poderes lhe proporcionam. Uma questão que envolve ética, sabedoria e respeito, enxergando que nem sempre racionalidade e força andam juntas.
A Liga da Discórdia se concentra numa forma bem humorada de mostrar como pessoas comuns se comportam diante do grande desafio de limitar suas vontades diante da grande possibilidade que poderes “sobrenaturais” podem trazer. Imagine-se, então, podendo transcender, podendo recorrer a métodos que outros não podem controlar. É isso que acontece aqui, na Liga da Discórdia. Seria o poder superior a verdadeira origem do mal? E será que existe, de fato, um lado bom e um mau? O que prevalece no ser humano quando ele se depara com outras possibilidades não conhecidas por todos?
Assim começa a Liga da Discórdia. Uma mistura de ação com toda a covardia que super-heróis convencionais e pobres nunca demonstram.
Boa leitura a todos.
Ah, claro. Caso não tenham gostado do nosso grande início, procure-nos na esquina. Estamos tentando comprar umas putas, já que a mulherada não gosta de liberar pra nerd. Há!
Valeu!
Fiquem agora com o fabuloso roteiro da Liga da Discórdia.







